Arquivo por categoria gramática

METALINGUAGEM

Metalinguagem, segundo o Houaiss: “linguagem que serve para falar sobre uma outra linguagem”.

O cinema pode ser metalinguístico, quando fala do próprio cinema (exemplos: “Cinema Paradiso”, “A rosa púrpura do Cairo” etc.). A música pode ser metalingüística (ex.: “Eu não sei fazer música”, dos Titãs).

metalinguagem-fotografia
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XUXA, O TWITTER E O TETO DE VIDRO

A apresentadora Xuxa esteve envolvida em uma polêmica no Twitter esta semana (isto é, se o perfil não for fake…). Recém-chegada ao mundo virtual, aparentemente, começou escrevendo em CAPS LOCKS. Disseram a ela que não era de bom tom.

Ela se desculpou, EM CAPS, dizendo que era apenas seu “jeitinho”. Logo em seguida, ela “twita” (ou “tuita”? E agora, Houaiss? Quantos anos até aceitar alguma destas palavras e “legislar” sobre?!), ela “twita” o seguinte: “OPS , ESCREVI SEM LER SAIU ERROS DE PORTUGUES”.

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TROCATIVOS CRIADILHOS – DIGO, TROCADILHOS CRIATIVOS…

O quiabo veste Prada - trocadilhos

No finalzinho das gramáticas encontramos uma parte chamada Estilística, parte que comumente os professores pouco se aprofundam, muito mais preocupados que estão alguns em ensinar o que é um “período composto por subordinação” do que em ensinar o aluno a escrever com elegância.

Na Estilística estudamos as chamadas “figuras de linguagem”, entre as quais se incluem a metáfora (figura de palavra), o pleonasmo (figura de construção), o eufemismo (figura de pensamento) etc.

Não me lembro de ter visto em alguma gramática o trocadilho entre as figuras de linguagem, embora claramente seja uma.

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CORRIGINDO ERROS EM ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS

Um publicitário espanhol, Pablo Zulaica, que há 2 anos mora no México, lançou uma campanha para que populares corrigiram erros ortográficos, especialmente de acentuação, presentes em anúncios. Pablo imprimiu vários acentos e sai colocando-os onde faltam – e nota que estes são muito comuns em cartazes políticos.

O acento da Telefonica

Nesta foto não se percebe claramente, mas, dentro dos acentos há uma pequena “aula”, explicando por que aquela palavra deveria ser acentuada.

Algumas empresas gostaram de ser corrigidas, mas outras, especialmente as maiores, não.

O “movimento” se espalhou por alguns outros países latinos, como Argentina e Peru.

Para conhecer melhor o trabalho, visite o blog de Zulaica, Acentos Perdidos, onde há várias fotos de suas intervenções, como a acima.

(Por sinal, quando a Telefonica se instalou no Brasil houve muita polêmica justamente por causa do acento, mas isto é assunto para outro post…)

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(notícia vista aqui)

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CACÓFATOS – "VAI DEIXAR O CUCA IR?"

O apresentador (não sei o nome) de um programa esportivo e humorístico, na MTV, exibido em 16/06/09, após o time do Flamengo, então comandado pelo técnico Cuca, perder de cinco a zero para o Coritiba, disse algo semelhante a isto: “O Flamengo não vai deixar o Cuca ir” (/cu cair/).

Um cacófato intencional, muito bem aplicado. Embora a piada não seja inédita (e qual é?). Procuro no Google por “Cuca ir” e acho 467 resultados. Talvez nem todos com a mesma intenção, mas muitos obviamente sim. Inclusive muitos enquanto Cuca estava em outros times: “Botafogo não deixa Cuca ir”, “Presidente do Santos não deixa Cuca ir” etc. Umas até abusam do português para conseguir o efeito: “Se o Cuca ir pro Santos…” (o correto aqui seria “for pro Santos”, mas, entre o português correto e a piada de ocasião, sacrifiquemos a língua…).

Por outro lado, encontrei também entradas que aparentemente não são intencionais. Estas sim podem ficar mais feias: “E deixaram o Cuca ir dormir mais feliz.” Embora também seja verdade que o restante da frase quebra muito o cacófato – leia-a em voz alta, naturalmente, e perceba como o “cu cair” pode passar desapercebido, porque agora a frase exige outro ritmo, outra prosódia. Outra entrada semelhante, em reportagem escrita pelo jornalista esportivo Chico Lang: “Sem ter marcado gol ainda em 2009, o jogador pode ver sua vaga de titular na equipe de Cuca ir para Josiel.” – mais uma vez, um cacófato que talvez não seja pego em flagrante.

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PARTICÍPIO – VERBOS ABUNDANTES

PARTICÍPIO – VERBOS ABUNDANTES

INTRODUÇÃO – “Tinha aceito” ou “tinha aceitado”?
Muitas pessoas demonstram dúvidas sobre o uso do particípio de alguns verbos. “O certo é ‘eu tinha aceitado’ ou ‘eu tinha aceito’?”, perguntam. Entretanto, repare, se esta pergunta for respondida objetivamente, nunca a pessoa irá fazer a seguinte segunda pergunta: “E na voz passiva? E com o verbo ‘ser’?”

Como também nunca vemos este tipo de dúvidas em relação a alguns verbos (ninguém nunca perguntou, por exemplo: “O certo é ‘eu tinha ‘dormido’ ou ‘eu tinha *dormo’?”), supomos, assim, que a idéia que muitos falantes do português têm é que o particípio seja uma forma fixa, isto é, desconhecem a existência da abundância em alguns casos. O verbo abundante tem duas formas para o particípio, a regular (“pegado”) e a irregular (“pego”), que devem ser usadas em situações distintas. Não basta, portanto, saber que o mais correto é “tinha aceitado”. É necessário também saber que, por outro lado, se o verbo é outro (“ser”, por exemplo), a forma mais indicada pode ser outra (“foi aceito”).
Além da regra de uso de cada forma, também é importante conhecer, para o que deseja estudar as formas gramaticalmente recomendadas, algumas exceções consolidadas. Estudaremos neste artigo, portanto, os usos do particípio dos verbos abundantes.

PARTICÍPIO
O particípio é uma das chamadas “formas nominais” do verbo (assim como o infinitivo [ex.: “amar”] e o gerúndio [“amando”]). As formas nominais enunciam um evento de maneira impessoal.
O particípio entra na formação de alguns tempos compostos.

VERBOS ABUNDANTES
O verbo é chamado “abundante” quando possui duas formas para o particípio: além da regular, que praticamente todos os verbos possuem, o abundante é o que tem também uma forma irregular.
O particípio regular é formado pelo acréscimo da partícula “-ado” (na 1ª conjugação) ou “-ido” (2ª e 3as conjugações) ao radical do infinitivo. Exemplos:
Infinitivo Particípio regular
• aceitar  aceitado
• acender  acendido
• emergir  emergido

Já o particípio irregular, mais curto, tem este nome justamente por não possuir regra única para a sua formação.
• aceitar  aceito
• acender  aceso
• emergir  emerso

A língua portuguesa possui milhares de verbos. Destes, apenas uma pequena quantidade (por volta de uma centena) é abundante.

A gramática, por motivos sonoros, determina usos bastante específicos para cada forma.
Como norma, a forma regular é usada com os auxiliares “ter” e “haver”, na voz ativa.
• O garoto tinha aceitado o presente.

A forma irregular é utilizada principalmente com o verbo “ser”, na passiva.

• O presente foi aceito pelo garoto.

As formas irregulares também são frequentemente utilizadas com os verbos “estar”, “ficar”, “andar”, “ir” e “vir”. Exprimindo um estado, estas formas são usadas nas chamadas “passivas de estado”.

• As pessoas estavam exaustas.
• Ele ficou preso por mais de um mês.

Por fim, as variações irregulares também são usadas em orações reduzidas adverbiais.
• Findo o jogo, os torcedores foram embora.

DICA: dos tópicos acima depreendemos que, em geral, a forma regular é utilizada com “ter” e “haver”, na ativa. No restante dos casos, usamos a forma irregular. Há poucas exceções a este esquema (ver adiante).

Sobre o particípio, ainda convém lembrar que:
1) os pronomes oblíquos vêm sempre antes do verbo abundante (ou seja, a ênclise é inaceitável).

• As testemunhas se haviam omitido.
• As testemunhas haviam se omitido.
• As testemunhas haviam omitido-se. (inaceitável)
As duas primeiras construções são aceitas pela Gramática Normativa. A terceira, não. Como a segunda soa melhor (mais habitual) que a primeira, seria então a forma preferível.

2) não é incomum que o particípio costuma perca a função de verbo e passe a funcionar como adjetivo. Exemplos:

• criança calada
• pessoas apressadas

Nestes casos, se lêssemos “calada” e “apressada” como verbos, as expressões teriam um sentido diferente (criança calada por alguém etc.). Em “empresas privadas de segurança”, outro exemplo, se “privadas” é adjetivo, então estamos falando de empresas particulares de segurança; se é verbo, estamos falando de empresas que não dispõem de segurança – o sentido se alteraria bastante, portanto.

3) o particípio irregular concorda com o termo a que se refere, isto é, varia em gênero e número.

• Feitas as contas, o chefe resolveu demitir cinco funcionários.

PRINCIPAIS VERBOS ABUNDANTES
Segue-se uma lista com os principais verbos abundantes e suas duas formas de particípio:

Verbo Particípio regular Particípio irregular
1ª conjugação
aceitar aceitado aceito
afetar afetado afeto
dispersar dispersado disperso
entregar entregado entregue
enxugar enxugado enxuto
expressar expressado expresso
expulsar expulsado expulso
findar findado findo
fixar fixado fixo
fritar fritado frito
ganhar ganhado ganho
gastar gastado gasto
isentar isentado isento
juntar juntado junto
limpar limpado limpo
matar matado morto
misturar misturado misto
murchar murchado murcho
ocultar ocultado oculto
pagar pagado pago
pegar pegado pego
salvar salvado salvo
secar secado seco
segurar segurado seguro
soltar soltado solto
sujeitar sujeitado sujeito
vagar vagado vago
2ª conjugação
acender acendido aceso
benquerer benquerido benquisto
benzer benzido bento
defender defendido defeso
eleger elegido eleito
encher enchido cheio
envolver envolvido envolto
incorrer incorrido incurso
malquerer malquerido malquisto
morrer morrido morto
prender prendido preso
romper rompido roto
suspender suspendido suspenso
3ª conjugação
aspergir aspergido asperso
emergir emergido emerso
erigir erigido ereto
espargir espargido esparso
exaurir exaurido exausto
expelir expelido expulso
exprimir exprimido expresso
extinguir extinguido extinto
frigir frigido frito
imergir imergido imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
omitir omitido omisso
submergir submergido submerso
surgir surgido surto
tingir tingido tinto

Há algumas observações a se fazer sobre o uso destes verbos, como se verá a seguir.

DIFICULDADES DE USO
Bastaria seguirmos a regra, se seguíssemos regras com tenacidade… A língua é viva, e algumas exceções surgiram.
1) Uso opcional da forma irregular na voz ativa

Aceita-se o uso de algumas formas irregulares também na voz ativa. Exemplos:

• aceito Exemplo: “O garoto tinha aceito o presente.”
• eleito
• entregue
• ganho
• gasto
• morto
• salvo

O que aconteceu com o particípio regular destes verbos é que muitos caíram em desuso, como “ganhado”, “gastado” e “pagado” (coincidência ou não, verbos relacionados a dinheiro) – apenas para este último termo, “pagado”, o Houaiss assinala que gramáticos notam a tendência de desaparecimento.

Note-se que na forma passiva, então, não há escolha, com estes verbos – usa-se mesmo a forma irregular.

2) Certas formas regulares, como “abrido”, “escrevido” e “fazido”, de tão arcaicas, acabaram sumindo dos dicionários. Houaiss não as registra e o Word as recusa. Tecnicamente, os verbos que as originaram (“escrever” etc.) não são mais abundantes, portanto, já que possuem apenas uma forma para o particípio.

Segue-se uma lista de verbos que possuem apenas a forma irregular para o particípio:
Verbo Particípio regular Particípio irregular
abrir – aberto
cobrir – coberto
dizer – dito
escrever – escrito
fazer – feito
pôr – posto
ver – visto
vir – vindo

O mesmo vale para os derivados destes verbos: “refazer”, “rever” etc.
Observe que o particípio de “vir”, “vindo”, é igual ao seu gerúndio.

3) O fenômeno inverso também aconteceu: muitas formas irregulares caíram em desuso, outras desapareceram.

“Corrupto”, de “corromper”, caiu em desuso (Houaiss não a registra), sendo usado apenas como adjetivo.

Formas que desapareceram: “cinto”, do verbo “cingir” (rodear, cercar); “colheito”, de “colher”; “coito”, de “cozer” (cozinhar); “defeso”, de “defender”; e “despeso”, de “despender” (gastar), são exemplos. Houaiss não as registra e o Word recusa algumas (aceita “cinto” por ter virado substantivo, “defeso” por ter virado adjetivo [= interditado, proibido] e “coito” por ser substantivo homônimo, isto é, de origem etimológica diferente).
Tais verbos também não são mais, a rigor, abundantes.

Abaixo, uma lista de verbos cujo particípio irregular hoje funciona apenas como adjetivo, na prática:

• absorver  absorto
• anexar  anexo
• aprontar  pronto
• cativar  cativo
• completar  completo
• concretar  concreto
• confundir  confuso
• corromper  corrupto
• entortar  torto
• estender (*)  extenso
• estreitar  estreito
• livrar  livre
• nascer  nato
• omitir  omisso
• quitar  quite
• restringir  restrito
• revolver  revolto (/ô/)
• torcer  torto

(*) pelo étimo, a grafia correta deste verbo seria com “x”, porém oficialmente é com “s”, embora nos derivados seja com “x”.

Nota-se uma tendência de que o mesmo ocorra com o verbo “incluir” (“incluso”), “inserir” (“inserto”) e “tingir” (“tinto”). Houaiss já nem registra os particípios irregulares na conjugação destes verbos.
“Imprimir” parece seguir o caminho semelhante, embora “impresso” também ainda seja usado (nem sempre) na passiva. No sentido de “introduzir”, “incutir”, deveria ser usado apenas na forma regular, segundo alguns: “Um novo ânimo foi imprimido à equipe com a chegada dos novos funcionários.” (Word recusou).

4) Algumas poucas formas regulares têm uso aceito (não por todos os gramáticos, por certo) em situações que pediriam a irregular (ex.: com o verbo “ser”), como “enchido” e “rompido” (Houaiss nem cita a existência de “roto”). Ou ainda “fritado”.

5) Em alguns meios, difundiu-se a idéia de que apenas o particípio irregular poderia ser utilizado, passando até a haver preconceito contra o uso da regular, mesmo na voz ativa!
Nem as gramáticas as mais conservadoras dizem isto. Exemplo:

• As lavadeiras tinham seco as roupas. (inaceitável)

6) Ainda por hipercorreção, muitas pessoas passaram a criar particípios irregulares em verbos não abundantes, como em “chegar”, “mandar”, “trazer” (“trago”, “chego”, “mando”). Estas formas ainda não foram abonadas nem por gramáticos nem por dicionários tradicionais. Exemplos:

• Eu teria mando a carta. (inaceitável)
• Já tinha chego há duas semanas. (inaceitável)

Algumas formas ainda mais estranhas já foram registradas na fala: “cego”, “prego” etc.

Atenção: apesar de estes verbos não possuírem este particípio irregular, corretores ortográficos como o Word não marcarão esta forma como errônea, porque, de fato, existem as palavras “mando”, “chego” etc. – são a conjugação destes verbos na 1ª pessoa do presente do indicativo: “Eu mando cartas, ainda.”, “Eu chego cedo todos os dias.” etc.
“Empregue” surgiu provavelmente por analogia com “entregue”. O Houaiss o registra, destacando que é utilizado mais em Portugal.
O verbo “pegar” ainda gera polêmica. Ele também não possuía o particípio irregular. Porém “pego” surgiu na língua cotidiana e com a frequência de uso acabou sendo aceito nos dicionários. Em alguns, aparece como brasileirismo. Outros, como o Houaiss, falam que “pego” tem sido usado em meios cultos, inclusive de Portugal. Muitos gramáticos ainda repelem o uso desta forma irregular. O Word aceita. O VOLP já o registra. O povo o utiliza até onde deveria ser usado apenas “pegado”, se fosse abundante: “Ele tinha pego a roupa.” Há também hesitações quanto à pronúncia do termo (/pêgo/ ou /pégo/), embora a maioria opte por /pêgo/.

7) Ainda no português não-padrão (que tenta transformar as exceções em regras), ocorreu também o fenômeno inverso: criação de particípios regulares para verbos que possuíam apenas o irregular, como “abrir”, “cobrir” etc., surgindo formas como “abrido”, “cobrido”, “dizido”, “escrivido”, “fazido”. Todos os gramáticos e dicionários tradicionais recusam todas estas formas.

8) Curiosidades:

• o verbo “frigir” (fritar) é abundante, tendo particípios “frigido” (paroxítona) e “frito”. De “frito” surgiu um verbo regular, “fritar”, cujo particípio é “fritado”.
Observe que a palavra “frígido(a)” (proparoxítona) tem o sentido de “frio”, “gélido” – quase o oposto de “frigido”.

• embora “morto” seja usado como particípio tanto de “matar” quanto de “morrer” (“Ele foi morto pelo vizinho”; “Ele estava morto quando abri a porta”), no Houaiss “morrer” é regular (participo: “morrido”) e “matar” é abundante (“matado” e “morto”).
No uso de “morto”, às vezes o verbo fica subentendido: “Morto em 2009, aos 50 anos, Michael Jackson era considerado um grande artista.”

• o Google é um bom termômetro sobre o uso dos particípios por uma camada mais escolarizada da população. O mecanismo de busca permite uma avaliação real do uso e aponta tendências. Exemplo:

Expressão Resultados Expressão Resultados
“tinha imprimido” 3.760 “tinha impresso” 3.960
“foi imprimido” 1.470 “foi impresso” 60.500

Descontando-se o fato de que às vezes ambas expressões concorrentes apareçam na mesma página, justamente que tratam de dúvidas de português, podemos observar nesta breve pesquisa alguns fatos. Expressões “corretas”, pela regra universal, seriam “tinha imprimido” e “foi impresso”. De fato, “foi impresso” domina sobre “foi imprimido”. Contudo, há hesitação na voz ativa, com “tinha impresso” tomando espaço de “tinha imprimido”.

RESUMO
Como se pôde observar, há movimentos em curso, na língua, no uso do particípio (como em tantos outros pontos da Gramática). Alguns gramáticos e eruditos já adotaram alguns usos novos, outros não. Assim, há hesitação “oficial” em alguns casos.
A regra básica é: forma regular (“-ado”, “-ido”) com “ter” e “haver”, na voz ativa; em todos os outros casos, usa-se a forma irregular.
Há exceções consolidadas: as formas regulares e as irregulares que desapareceram, e cujos verbos não são mais abundantes. Convém conhecê-las.
Há situações em que alguns consideram opcional o uso da forma regular ou irregular. A escolha da forma que segue a regra geral nunca será visto como errônea, nestes casos.
Por fim, um lembrete: em qualquer dúvida sobre o uso dos particípios, siga a regra básica. Quase nunca estará “errado”.

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